
O dia 11 de Abril é o dia Mundial de conscientização da Doença de Parkinson, enfermidade neurológica, degenerativa, crônica e progressiva que afeta principalmente idosos e não tem cura, nem formas de prevenção, no entanto há controle para seus sintomas.
O consultamedicaon.com.br não poderia ficar fora da campanha mundial de conscientização e traz para você, leitor, um resumo deste mal que alcança em média 200 mil brasileiros e 1% da população mundial.
Entenda a doença
Parkinson nada mais é que a deterioração dos neurônios, células responsáveis pela condução dos impulsos nervosos, isso acontece por diversos fatores sendo o principal o desgaste natural (envelhecimento), mas também são fatores de risco o histórico familiar, traumas cerebrais isolados ou repetitivos, contato com agrotóxicos e ainda o gênero, pois segundo as estatísticas homens são mais acometidos por esta enfermidade.
Sintomas
Os sintomas normalmente são identificados pelo próprio paciente e podem ser classificados em dois grupos: Motores e não motores. Os mais comuns são:
Tremores: um dos primeiros sinais do Parkinson sentido em aproximadamente 70% dos casos. Em fases iniciais afeta uma das mãos, principalmente em estado de repouso e tem uma melhora quando o membro esta em movimento.
Bradicinesia: Sintoma caracterizado por causar lentidão em movimentos corriqueiros como o abotoar de uma camisa, e com sua evolução pode causar também vagarosidade e desequilíbrio ao caminhar.
Rigidez: Devido a falta de dopamina, o relaxamento dos músculos passa a ser prejudicado, causando dor e limitando os movimentos.
Outros indícios são: perda da expressão facial, redução do piscar de olhos, alteração na fala, aumento de salivação, visão embaçada, incontinência urinaria. Além disso, há os sintomas não motores como ansiedade, depressão, demência, alucinações, alterações de sono, fadiga excessiva, disfunção sexual, e raciocínio lento.
Diagnóstico, tratamento e cirurgia.
O diagnostico é feito por um médico especialista em Neurológia, e se da por análise dos sintomas, histórico do paciente, além de exames complementares como: tomografia computadorizada, ressonância magnética, eletroencefalograma e analise do liquido espinhal.
O tratamento pode medicamentoso, cirúrgico e ainda com métodos alternativos.
Medicamentoso: nesse caso o mais indicado são as substancias ricas em levodopa, pois esta se transforma em dopamina completando, ainda que de forma parcial, a falta dos neurotransmissores.
Cirurgia: Esse método vem se demonstrando bastante eficaz em parte dos casos e melhora a lentidão dos movimentos e rigidez dos músculos, no entanto não é indicado para todos os pacientes.
Existe ainda outras terapêuticas muito utilizadas, são: fisioterapia, terapia ocupacional, terapia psicológica e fonoaudiologia.
É importante salientar que nenhum tratamento levará a cura, pois os neurônios são células que não se renovam. Porém as terapêuticas podem retardar a evolução e controlar os sintomas, por isso, recomendamos que busque ajuda de um neurologista logo no início dos sintomas.